Fontes de abastecimento

 

 Água:Origem e produção

 

A água se originou da liberação de grandes quantidades dos gases hidrogênio e oxigênio na atmosfera, que se combinaram e deram origem aos vapores de água. Durante o período de formação do Planeta, as temperaturas só possibilitavam a água em forma de vapor. À medida que as temperaturas baixaram, os vapores se transformaram em nuvens, que foram atraídas pela gravidade e caíram em forma de chuva na superfície da Terra. Assim, houve acumulação progressiva de água principalmente na superfície – nos estados líquido e sólido (gelo) e simultânea formação de vapor de água pelos mecanismos de evaporação e transpiração dos organismos vivos. A parcela que se infiltrou na superfície e se acumulou entre as camadas de rochas do subsolo formou as águas subterrâneas – os lençóis e os aqüíferos.

 

A manutenção desse recurso natural acumulado na superfície e no interior do solo é feita através do ciclo hidrológico. Com o calor irradiado pelo Sol, grandes parcelas da massa de água se transformam em vapor, que se resfria à medida que vai subindo à atmosfera, condensa e forma nuvens, as quais voltam a cair na Terra sob ação da gravidade, na forma de chuva, neblina e neve.

 

Toda a água do planeta está em contínuo movimento cíclico entre as fases líquida, sólida e gasosa. O ciclo representa a interdependência e o movimento contínuo da água nas suas diferentes fases. Os componentes do ciclo hidrológico são:

 

Precipitação – água adicionada à superfície da Terra a partir da atmosfera. Pode ser líquida (chuva) ou sólida (neve ou gelo);

Evaporação – Processo de transformação da água líquida para a fase gasosa (vapor d’água). A maior parte da evaporação se dá a partir dos oceanos, muito embora, ocorra evaporação nos lagos, rios e represas;

(Evapo)Transpiração – Processo de perda de vapor d’água pelas plantas, o qual entra na atmosfera;

Infiltração – Processo pelo qual a água é absorvida pelo solo;

Percolação – Processo pelo qual a água entra no solo e nas formação rochosas até o lençol freático;

Drenagem – Movimento de deslocamento da água nas superfícies, durante a precipitação.

 

Água no mundo

 

 

Toda vida existente na Terra nasceu da água e poderá desaparecer pela própria água, por ser ela um dos elementos indispensáveis ao ecossistema chamado Planeta Terra. No Planeta, 97% de toda água existente são salgadas; do restante, água doce, apenas 0,03% estão fáceis e diretamente disponíveis para o uso do homem nos rios, lagos e subsuperfícies.

 

No caso particular do Brasil, o seu maior recurso hídrico e também do Mundo, correspondendo a 20% de toda a água doce disponível no planeta, é a bacia Amazônica, que está distante das grandes concentrações urbanas e industriais, o que implica, apesar dos outros recursos do país, tornar a água doce um bem de extremo valor para as demais regiões longes daquela riqueza.

 

Quantos as águas dos mares e dos oceanos, que são os termostatos do Planeta, e a maior fonte de oxigênio pela fabricação intensa de sua rica flora, via fotossíntese, sua degradação, por processos oriundos da atividade humana, implica no desequilíbrio na biota, prejudicando o fornecimento do oxigênio, bem como de alimentos em geral, pode-se afirmar que o futuro próximo já depende da manutenção da qualidade da água doce, que é rara, e que o futuro, não muito longínquo, da qualidade da água salgada.

 

Quanto às águas doces dos rios, e subsuperficiais, são essas que devem constituir-se na prioridade imediata no que se refere à sua preservação de qualidade, por que são elas disponíveis e que dia após dia, todos fazem uso, quer direta, quer indiretamente, como indivíduos ou coletivamente, através das atividades industriais, agrícolas, de conforto etc. Em todos os casos, quer se refiram às águas salgadas, quer às doce, os cuidados na preservação implicam uma dívida que temos com as gerações que virão, pois estamos fazendo uso de patrimônio que também lhes pertence.

 

O homem é o grande consumidor de água doce, quer direta, quer indiretamente. Em números aproximados, temos que o consumo de uma família na cidade é seis vezes maior que de outra família no campo; uma descarga sanitária eqüivale a doze litros, e para encher-se uma banheira ou se lavar uma quantidade de roupas na máquina, o consumo é de 120 litros.

 

Mas, se compararmos esses consumos, ditos diretos, com os indiretos, a situação é alarmante. Se não vejamos: a feitura de um simples pãozinho demanda 400 litros de água, se considerarmos as necessidades desde o trigo que lhe deu origem. Um quilo de carne corresponde a 18.000 litros de água que foram fornecidos direta ou indiretamente ao animal que lhe deu origem, até a carne estar pronta para o consumo. A produção de uma tonelada de milho requer 1,6 milhões de litros d’água, assim como 2,4 milhões de litros para uma tonelada de borracha sintética e 1,3 milhão para uma toneladas de alumínio. Nas mesmas proporções, estariam os consumos na fabricação de fibras, papel, aço etc.

 

Daí se depreende que é imprescindível reutilizar a água doce em escala cada vez mais crescente, mas esbarra-se no grande problema que é retornar às águas as suas características mínimas que sirvam a esse propósito, extirpando sua contaminação, ou seja, retirando da água usada os fatores que a poluíram.


2010 SAAE - Marechal Cândido Rondon

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