O Diretor do SAAE de Marechal Cândido Rondon, João Marcos Gomes revelou que estão sendo feitos estudos no sentido de analisar a recarga do aqüífero Serra Geral, do qual é retirada a água que abastece os poços artesianos em nosso município. O objetivo é traçar um perfil para se verificar o que acontece no subsolo, e através dessa analise verificar até quando Marechal Cândido Rondon poderá contar com esse recurso.
“O problema é tão serio, que para se ter uma idéia, um dos poços do sistema gaúcha que produzia 95 mil litros/hora de água, hoje produz apenas 35 mil: são 60 mil litros/hora a menos para o consumo da população. E muitos outros poços que produziam 80 m3/h, hoje produzem somente 30 m3/h de água; e o mais agravante: outros que produziam 50 mil litros de água e hoje secaram. Então isso gera uma preocupação muito grande”, explica João Marcos Gomes.
O desafio do SAAE hoje não é perfurar poços, e sim encontrar locais onde os poços tenham uma produção viável para atender a cidade. No entanto, se o estudo, apontar que esse modo de abastecimento é mais viável, então outra alternativa deverá ser buscada; como a implantação de uma estação de tratamento de água e trazer água de um rio, como o Arroio Fundo, que é a primeira opção por ser o rio mais próximo a MCR.
“Porem, essas preocupações abrangem expectativas de abastecimento para a cidade daqui a 10 ou 30 anos, uma vez que devemos nos preocupar com o futuro”, enfatiza o Diretor do SAAE.
Hoje, com a implantação do sistema de captação e recalque de água dos poços tubulares profundos Cecatto, Sypereck, Técnicos, Zastrow e Weber, localizados junto à bacia do Arroio Fundo, através do projeto aprovado pelo PAC, a situação vai se tranqüilizar, porém se esses poços diminuírem a produção ou secarem, o SAAE deve buscar outras alternativas, e é importante discutir seriamente essa questão no município.